COLÉGIO DE PRESIDENTES DE JARAGUÁ DO SUL

 

“Toda a vida não é mais que uma união. Uma união de pedras é um edifício. Uma união de tábuas é um navio. Uma união de homens é um exército”.

 

Com as palavras do padre Antônio Vieira, desejo dar início a mais um Colégio de Presidentes de Subseções, encontro que objetiva reafirmar propósitos e unir esforços pela concretização da justiça.

 

Iniciamos os trabalhos com a certeza de que, aqui, reforçaremos as sólidas bases de futuras atividades da administração da seccional e das subseções. Serenos, porque a transparência de nossas ações e de nossa administração é a marca deste grupo de advogados, que se mantém firme e coeso nos seus propósitos.

 

E muitas orientações e decisões que surgirem deste encontro serão discutidas e viabilizadas em cada uma das regiões de nosso estado, como ações da advocacia catarinense que contribuirão para o seu fortalecimento.

 

Em julho de 2006, ainda como presidente da Caixa de Assistência dos Advogados de Santa Catarina, lembro de, no Colégio de Joinville, ter feito uma modesta homenagem aos presidentes de Subseção pela dedicação e envolvimento que imprimem às muitas batalhas encampadas pela advocacia e que, com ética e cidadania, cumprem sua parte como administradores, como defensores da sociedade, da Constituição e de nossa instituição.

 

Àquela época disse que a participação, as manifestações e as reivindicações de cada um dos presidentes são peças fundamentais para que a OAB alcance seus objetivos e propósitos, e é por isso é que devemos cultivar a união e o fortalecimento deste colégio. Porque é das pequeninas células da OAB – as Subseções – que sai a “voz” dos advogados brasileiros, bradando o que querem para a advocacia e para o nosso país, como o legítimo canal para o alcance da cidadania plena.

 

Passados quase dois anos, muitos outros embates tivemos e teremos de enfrentar, mas essas palavras permanecem atuais, assim como também não mudam as características que precisamos reunir para conduzir uma instituição do porte da Ordem dos Advogados do Brasil: postura, liderança, seriedade, informação atualizada e determinação para vencer os desafios.

 

O jornalista, pregador e filantropo Jacob Riis declarou certa vez:

“Quando nada parece ajudar, olho o cortador de pedras martelando a rocha, talvez cem vezes, sem que uma só rachadura apareça. Porém, na centésima primeira, a pedra se abre em duas e sei que não foi aquela martelada que conseguiu, mas todas as que vieram antes”.

 

A partir dessa premissa, exorto a todos para uma trajetória calçada por projetos e objetivos conjuntos, unindo forças na defesa da nossa instituição e da advocacia. Qualquer postura diversa só nos enfraquecerá, fazendo crescer os que têm interesse em desmobilizar-nos como membros de profissões distintas, mas que têm objetivos comuns: a melhor prestação jurisdicional.

 

E a OAB estará atenta a tudo e a todos. Intransigente na defesa das instituições democráticas, da moralização, contra o mercantilismo do ensino jurídico, pela qualidade profissional, pela ética na política e na administração pública e pelas liberdades individuais, porque devemos estar à altura do país que desejamos para nossos filhos e netos.

 

E não tenhamos dúvidas de que das mentes privilegiadas de todos os que compõem esta reunião de trabalho, surgirão propostas para uma justiça mais efetiva, mais democratizada e com todas as garantias constitucionais.  Finalizo propondo que saiamos daqui também com o compromisso firmado de defesa da ética, da justiça, das condições de trabalho do advogado e das prerrogativas profissionais, prioridades diárias no conjunto de nossa missão. Vamos, mais uma vez, protagonizar aqui a resposta mais concreta da união de pessoas e ideais, lembrando o escritor José Saramago: “Sim, não tenhamos pressa. Mas não percamos tempo”.

 

Sejam bem-vindos e vamos ao trabalho